A ciência brasileira pode estar diante de um avanço promissor no tratamento de lesões medulares. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolvem a polilaminina, uma substância derivada da proteína laminina, capaz de estimular a regeneração e proteção dos neurônios.
Atualmente em fase inicial de testes clínicos, o estudo avalia os efeitos da polilaminina em pacientes com lesões recentes, de até três meses. A expectativa é que o composto funcione como aliado da fisioterapia, potencializando a recuperação e oferecendo novas perspectivas de qualidade de vida.
Segundo a professora Tatiana Coelho de Sampaio, coordenadora da pesquisa, o objetivo não é garantir que todos os pacientes voltem a andar, mas ampliar as chances de melhora funcional. Cinco voluntários participam da segunda fase dos testes, que busca identificar possíveis efeitos adversos.
Apesar de ainda estar em estágio experimental, a polilaminina já desperta esperança entre pacientes e profissionais da saúde. Para muitos, representa a possibilidade de reconquistar movimentos e recuperar parte da autonomia perdida após a lesão.
