A crescente exposição a padrões irreais de beleza nas redes sociais tem acendido um alerta entre especialistas: o risco da dismorfia corporal, um transtorno obsessivo-compulsivo caracterizado pela preocupação excessiva com supostos defeitos físicos, muitas vezes imperceptíveis para os outros.

De acordo com profissionais de saúde mental, o problema vai além da vaidade. A distorção da autoimagem pode levar ao isolamento social, baixa autoestima e até quadros de depressão. Entre os sinais mais comuns estão a checagem constante no espelho, comparações frequentes com outras pessoas e a recusa em aparecer em fotos ou eventos.

Entrevistas com pessoas nas ruas revelam uma percepção crescente de que a saúde deve estar acima da magreza. Ainda assim, a pressão estética continua forte, especialmente em ambientes digitais.

O diagnóstico deve ser feito por psicólogos ou psiquiatras, e o tratamento envolve psicoterapia, podendo incluir medicação em alguns casos. Especialistas reforçam que buscar ajuda é um ato de cuidado, não de fraqueza.