A morte da jovem Brenda Rodrigues, em União da Vitória, provocou forte comoção e trouxe à tona questionamentos sobre a gestão da saúde pública no município. A família da vítima levanta suspeitas de negligência médica durante o atendimento na UPA, enquanto autoridades locais e representantes do Instituto Humaniza, responsável pela administração da unidade, afirmam colaborar com as investigações e garantir transparência no processo.

A Prefeitura anunciou o afastamento das médicas envolvidas no caso e a abertura de processos administrativos para apurar responsabilidades. A secretária de Saúde, Dra. Sônia Guzzoni, transferiu sua rotina de trabalho para a UPA, reforçando o compromisso de acompanhar de perto o funcionamento da unidade.

No Legislativo, vereadoras protocolaram pedidos de investigação junto ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Elas questionam a terceirização da gestão da UPA, realizada em 2022 sem passar pela Câmara, e apontam possíveis falhas de transparência nos contratos.

O episódio reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento médico e a fiscalização dos serviços terceirizados. A população, abalada pela perda, exige respostas rápidas e medidas concretas para evitar que tragédias semelhantes se repitam.