As cirurgias eletivas, apesar de não serem urgentes, desempenham papel fundamental na saúde e qualidade de vida dos pacientes. Especialistas alertam que o adiamento desses procedimentos pode trazer complicações sérias, já que diagnósticos como hérnia, cálculos na vesícula ou problemas ortopédicos tendem a evoluir com o tempo.

De acordo com a cirurgiã Ana Paula Godinho, o planejamento é essencial para garantir segurança e reduzir riscos. Antes da operação, são realizados exames laboratoriais, cardiológicos e radiográficos, além de consultas com o anestesista para esclarecer dúvidas sobre o processo. Esse preparo permite que médicos conheçam comorbidades e medicações em uso, aumentando a previsibilidade e diminuindo chances de intercorrências.

Além de prevenir complicações futuras, as cirurgias eletivas proporcionam alívio de dores e melhora da mobilidade, impactando diretamente na qualidade de vida. O início do ano é considerado um período estratégico para realizá-las, já que muitos pacientes contam com maior apoio familiar durante a recuperação.