A sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de União da Vitória, marcada para votar a destituição do presidente Anderson Cardoso, foi interrompida nesta quarta-feira após a chegada de uma liminar da Justiça.

O encontro havia começado com a posse de suplentes e a apresentação da acusação pela vereadora Thays Bieberbach, que denunciou episódios de violência política de gênero e condutas consideradas abusivas por parte do presidente. Durante sua fala, ela relembrou situações em que teve o microfone cortado de forma truculenta e relatou intimidação a colegas parlamentares.

A liminar expedida pela juíza Ana Beatriz Azevedo Lopes suspendeu a participação dos suplentes na votação, o que levou ao cancelamento da sessão. O episódio gerou intenso debate no plenário sobre a legalidade do rito adotado e a convocação de suplentes para o processo.

Segundo parecer jurídico da Câmara, a convocação dos suplentes seria ilegal, mas a decisão não foi acatada pela mesa diretora. Com o cancelamento, o presidente não pôde apresentar sua defesa, que incluía argumentos baseados em arquivamentos anteriores do Ministério Público.

Para a destituição de Anderson Cardoso, seriam necessários nove votos favoráveis entre os 11 vereadores aptos a participar. A votação, no entanto, permanece suspensa até nova decisão judicial.