A Lei Lucas, sancionada em 2018, tem transformado a forma como escolas brasileiras lidam com emergências. Criada após a morte do estudante Lucas Begalli, de 10 anos, que se engasgou durante um passeio escolar em 2017, a legislação obriga todas as instituições de ensino — públicas e privadas — a capacitarem seus funcionários em primeiros socorros.
O objetivo é simples e vital: garantir que professores e colaboradores estejam preparados para agir rapidamente em situações como engasgos, quedas, desmaios e paradas cardiorrespiratórias. Desde sua implementação, municípios vêm promovendo treinamentos anuais, que já ajudaram a evitar novas tragédias.
Exemplos recentes mostram a eficácia da lei. Em Papanduva, um aluno foi salvo após se engasgar com um pirulito graças à intervenção imediata de profissionais treinados. Em cidades como Porto União e União da Vitória, cursos de capacitação são realizados regularmente, com entrega de certificados que comprovam a formação dos educadores.
Mais do que uma exigência legal, a Lei Lucas se tornou um marco de conscientização: segurança escolar não depende apenas de infraestrutura, mas também de preparo humano. A pergunta que fica é se todas as escolas já colocaram em prática essa medida que pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
