Em União da Vitória, no interior do Paraná, a memória de Zilda Santos segue viva e cercada de devoção popular. Assassinada em 1948 em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas, Zilda se tornou conhecida como “Santa Zilda”, embora não tenha reconhecimento oficial da Igreja Católica.

A jovem, que teria sido vítima de um aborto malsucedido e posteriormente jogada em um rio, passou a ser lembrada pela comunidade como mártir. O caso ganhou contornos de mistério: pessoas ligadas à investigação morreram em situações suspeitas, e até uma rádio que tentou produzir uma novela sobre sua vida foi incendiada.

Apesar das controvérsias, relatos de supostas curas atribuídas à sua intercessão fortaleceram a crença popular. Seu túmulo, no cemitério municipal, é um dos mais visitados, sempre adornado com flores, brinquedos e imagens de anjos. Para muitos moradores, Zilda representa esperança e proteção, transformando tragédia em devoção.