O avanço do sarampo voltou a acender um sinal de alerta nas Américas e também no Brasil. Em 2026, o país já contabiliza 24 casos confirmados, sendo 23 no estado de São Paulo. No continente americano, foram registrados 47.459 casos até 18 de julho.
Apesar do alerta nacional, União da Vitória e Porto União não possuem, até o momento, nenhum caso registrado da doença. Mesmo assim, as equipes de Vigilância Epidemiológica dos dois municípios acompanham o cenário e reforçam a importância da prevenção.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa com a doença pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.
Principais sintomas
Os sintomas geralmente aparecem entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Entre os principais sinais estão:
- febre alta, acima de 38,5°C;
- manchas vermelhas pelo corpo;
- olhos avermelhados;
- coriza;
- tosse;
- secreção nasal.
Diante da suspeita, a orientação é procurar atendimento médico e informar previamente a unidade de saúde, evitando o contato com outras pessoas. Não existe um medicamento específico para eliminar o vírus. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e das possíveis complicações.
Doença pode provocar complicações graves
O sarampo pode causar pneumonia, infecção no ouvido e encefalite, uma inflamação no cérebro. Nos casos mais graves, as complicações podem levar à morte, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade.
Santa Catarina já enfrentou um cenário preocupante. O estado confirmou 304 casos em 2019 e outros 105 em 2020.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades de saúde de União da Vitória, Porto União e de todo o país. O esquema infantil prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Crianças, adolescentes e adultos devem verificar a carteira de vacinação, pois o número de doses recomendado varia conforme a idade e o histórico vacinal. Quem estiver com o esquema incompleto ou tiver dúvidas deve procurar a unidade de saúde mais próxima.
A vacinação é segura e continua sendo a principal forma de impedir a circulação do vírus e evitar novos surtos.
Confira sua carteira de vacinação e proteja-se.
Com informações do Hospital Pequeno Príncipe, Ministério da Saúde e órgãos de Vigilância Epidemiológica.
