O deslizamento ocorrido em junho no Morro da Cruz, em Porto União, reacendeu o debate sobre a situação das famílias que vivem na área considerada de risco. Um laudo técnico divulgado em maio já havia apontado perigo para 12 casas, mas a forma como a notícia foi comunicada gerou insatisfação entre os moradores, que alegam falta de diálogo e dificuldade em deixar o local devido às suas histórias de vida e à presença de idosos.
A prefeitura apresentou como alternativa o aluguel social temporário e a construção de novas moradias na mesma região, mas apenas uma família aceitou sair. Com as fortes chuvas de junho, parte do morro desmoronou, aumentando a preocupação das famílias que permanecem. A Defesa Civil afirma que medidas de suporte estão sendo tomadas, mas os moradores seguem apreensivos diante da possibilidade de novos deslizamentos.
