A presença de biomédicos no centro cirúrgico tem ganhado destaque com a habilitação em perfusão extracorpórea, técnica que substitui temporariamente coração e pulmões durante procedimentos cardíacos complexos. Essa função, antes pouco conhecida, coloca o biomédico como peça essencial na equipe, garantindo circulação e oxigenação do paciente enquanto o cirurgião cardiovascular atua.

O trabalho do perfusionista exige domínio de áreas como fisiologia, bioquímica e farmacologia, além de grande responsabilidade, já que o sucesso da cirurgia depende da precisão do equipamento e da condução do processo. Profissionais relatam que a área ainda é pouco divulgada, mas vem crescendo após a pandemia, com maior visibilidade em plataformas digitais e busca por especializações em centros de referência.

Apesar dos desafios, a perfusão extracorpórea abre novas perspectivas para a biomedicina no Brasil, ampliando o campo de atuação e reforçando a importância da profissão na saúde de alta complexidade.