Um decreto estadual em São Paulo determinou que shoppings com grande circulação de público devem instalar salas de regulação sensorial em até 180 dias. Os espaços, com iluminação baixa, silêncio e texturas calmantes, têm como objetivo oferecer acolhimento a pessoas neurodivergentes, especialmente autistas.
A medida amplia o debate sobre inclusão e acessibilidade, destacando desafios que vão além do lazer. No mercado de trabalho, 85% dos autistas estão fora do emprego formal, e na educação, especialistas apontam que a inclusão ainda é mais teórica do que prática, devido à falta de profissionais capacitados.
Relatos de famílias mostram como adaptações, como o trabalho remoto, podem favorecer o desenvolvimento. Uma mãe contou que, ao intensificar terapias durante a pandemia, seu filho conseguiu aprender a falar.
Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e da preparação de professores para lidar com diferentes necessidades. Apesar da lei de cotas, muitas empresas ainda não estão preparadas para incluir pessoas neurodivergentes em seus quadros.
