O lipedema, condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas e braços, afeta principalmente mulheres e ainda é pouco reconhecido no Brasil. Apesar de descrito há mais de 85 anos, só recentemente foi incluído pela Organização Mundial da Saúde como doença distinta da obesidade.
Especialistas apontam que o diagnóstico é frequentemente tardio, já que os sintomas — dor, inchaço e desproporção corporal — são confundidos com excesso de peso. A origem está ligada a fatores genéticos e hormonais, e o tratamento envolve desde acompanhamento clínico até cirurgias em casos graves.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece algumas opções, mas pacientes relatam dificuldades de acesso. Leila, de 38 anos, compartilha sua experiência de convivência com o lipedema e a busca por qualidade de vida, destacando a importância da informação e do reconhecimento da doença.
A falta de conhecimento sobre o lipedema reforça a necessidade de campanhas de conscientização e capacitação de profissionais de saúde, para que mais mulheres recebam diagnóstico e tratamento adequados.
