O climatério, fase que marca o fim da vida reprodutiva da mulher, tem se mostrado um desafio silencioso para milhões de brasileiras no mercado de trabalho. Sintomas como ondas de calor, insônia e alterações emocionais afetam diretamente a produtividade e, em muitos casos, levam a afastamentos ou até aposentadorias precoces.

Especialistas apontam que cerca de 90% das mulheres enfrentam algum impacto nessa etapa, mas o ambiente corporativo ainda carece de políticas adequadas para lidar com o tema. Flexibilidade de jornada, maior conscientização de gestores e suporte psicológico são algumas das medidas sugeridas para reduzir os efeitos dessa transição.

Além disso, embora a reposição hormonal seja uma alternativa, nem todas podem recorrer a esse tratamento. O resultado é uma queda significativa na qualidade de vida e, em casos de trabalhadoras autônomas, até na renda mensal.

A discussão sobre o climatério no ambiente profissional ganha força e expõe a necessidade urgente de empresas e instituições reconhecerem e acolherem essa realidade.