A Polícia Civil deflagrou a Operação Madeira Fria, que desarticulou um grupo criminoso especializado no furto de madeira de reflorestamento na região. A investigação, que durou cerca de oito meses, revelou que os suspeitos invadiam propriedades privadas para extrair pinos e eucalipto de alto valor comercial.
Segundo a polícia, os criminosos alegavam falsamente que as terras eram de domínio indígena para intimidar as vítimas. Laudos e consultas à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) confirmaram, no entanto, que as áreas eram particulares.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na base do grupo. Os agentes flagraram os suspeitos em atividade, apreenderam motosserras, celulares e realizaram perícias em tratores e caminhões usados nos crimes.
As imagens captadas por drones foram decisivas para identificar os envolvidos, que tentaram cobrir os rostos para evitar reconhecimento. O material apreendido será encaminhado ao Ministério Público para dar continuidade ao processo judicial.
A ação contou com 18 policiais civis e apoio da polícia científica, reforçando o efetivo devido ao histórico de conflitos na região. Além de combater o crime, a operação também chama atenção para a preservação da Mata Atlântica, bioma ameaçado em todo o território brasileiro.
