A 11ª Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP11), realizada em Genebra, abriu a semana com debates acalorados e preocupação entre fumicultores brasileiros. Produtores de municípios como Canoinhas e Itaiópolis, em Santa Catarina, destacam que mais uma vez não foram convidados para participar das negociações, apesar de serem diretamente afetados pelas medidas discutidas.
O encontro reúne representantes de cerca de 40 países signatários do tratado, incluindo o Brasil, que foi um dos primeiros a aderir em 2005. O governo federal afirma que busca proteger os agricultores, mas ao mesmo tempo defende políticas de restrição ao consumo de cigarros, o que inevitavelmente impacta a produção.
Entidades ligadas ao setor, como o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, criticam o posicionamento da delegação brasileira e apontam divergências entre o discurso oficial e as propostas apresentadas internamente. Para os produtores, há insegurança quanto ao futuro da cadeia produtiva, que sustenta milhares de famílias no Sul e Nordeste do país.
A prefeita de Canoinhas esteve em Brasília na semana passada para dialogar com representantes do governo e reforçar a necessidade de garantir que os fumicultores não sejam prejudicados. Enquanto isso, o setor aguarda os desdobramentos da COP11, que segue até sexta-feira, com expectativa de decisões que podem redefinir o cenário da produção de tabaco no Brasil.
